Em toda cidade existem imóveis que ganham fama de impossíveis de vender. Em Cascavel, um deles era o antigo prédio em que era instalada a tradicional empresa Ferragem São Miguel, Edifício São Miguel, localizado em um dos endereços mais privilegiados da cidade, na Avenida Brasil, ao lado da Catedral Nossa Senhora Aparecida. Durante mais de dez anos, diversos corretores e imobiliárias tentaram viabilizar a venda – e ninguém conseguiu. Desacordos familiares, pendências jurídicas e um alto valor agregado faziam deste imóvel um verdadeiro desafio.
Quando a Forthe Imobiliária assumiu o caso, o cenário era justamente esse: um patrimônio importante, conhecido na cidade inteira, e um histórico de frustração.
Um desafio que já vinha de décadas
Quando o imóvel chegou para a Forthe, em outubro de 2023, ele já trazia uma longa história. A família tentava vender há mais de dez anos. Ao longo desse tempo, várias imobiliárias e corretores tentaram e desistiram.
Além da dificuldade natural de um imóvel caro e específico, havia algo ainda mais sensível: conflitos familiares de mais de 20, envolvendo filhos, primos e tios. Não era apenas uma venda. Era uma tentativa de resolver um capítulo delicado da história de uma família inteira.
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O começo do trabalho: ajustar expectativas e entender o “nó”
A primeira etapa foi encarar a realidade de mercado. Foi necessária uma avaliação séria que identificou que o imóvel estava com sobrepreço aproximado de 25% a 30% do valor ofertado. Então veio o primeiro grande movimento: conversar com a família, mostrar os números, explicar o cenário e, aos poucos, ajudar todo mundo a entender que, sem esse ajuste, a venda não sairia do papel.
Enquanto isso, nos bastidores, a equipe mergulhou na documentação. O imóvel estava em nome de três empresas diferentes, cada uma era dona de uma parcela, com suas matrículas separadas entre si, sendo que todas possuíam alguma pendência, seja judicial ou não, dívidas pequenas e outras nem tanto. Durante cerca de cinco meses, um quebra-cabeça jurídico foi montado: estudo dos processos, certidões, riscos e, principalmente, como transformar tudo aquilo em um negócio seguro e viável para quem fosse comprar.
A virada jurídica: quando o negócio ficou seguro para todos
Depois de muito estudo, a equipe da Forthe, junto com os advogados de um proponente comprador, chegou a um desenho que destravou tudo: o comprador entraria com 10% de sinal, valor que permitiria às empresas começarem a acertar suas dívidas e pendências, liberando os imóveis e certidões dos vendedores para que a venda pudesse ser efetivada por completa e com segurança.
O restante seria pago de forma individualizada, à medida que cada empresa regularizasse sua situação e apresentasse as certidões negativas, receberia o restante.
Na prática, isso passou a significar que a família teria garantia de recebimento e que o comprador só pagaria tudo quando estivesse seguro de que a documentação estava redonda.
Foi o tipo de solução que poucas imobiliárias se dispuseram a construir, porque exige tempo, paciência, estudo, conhecimento e muito diálogo.
Quando parecia resolvido… tudo quase desandou
Com a estrutura pronta e o imóvel “juridicamente possível de ser vendido”, a Forthe andou com tudo com o proponente comprador. Negociação feita, tudo combinado, documentos em ordem… e, faltando 12 minutos para a assinatura da escritura, o comprador desistiu.
O clássico “balde de água fria”. Meses de trabalho intenso, noites pensando em alternativas, um quebra-cabeça inteiro montado… e nada.
Mas um detalhe foi mais forte: “Minha esposa, Camila Dondoni, me disse assim: Fernando, vocês fizeram o mais difícil, agora é só achar outro cliente para comprar” disse Fernando Henrique Dall’Agnol, gestor da Forthe Journey e um dos corretores responsáveis pela venda do edifício. “ No Início até fiquei irritado com ela, mas depois concordei e pensei: Vamos atrás de potenciais clientes”.
Uma lista, 40 nomes e uma maratona de ligações
Com o ânimo renovado, Fernando chegou no escritório e montou uma lista com mais de 40 potenciais compradores, com base no seu relacionamento, indicações e ideias de outras pessoas da Forthe. Gente com perfil para entender o tamanho do negócio e capacidade financeira para realizá-lo.
A partir daí, foi pura persistência: ligação em ligação, conversa em conversa, explicando o contexto, o potencial do imóvel, a segurança do modelo jurídico.
Em apenas 23 dias, antes mesmo de vencer o prazo das certidões, a Forthe encontrou o comprador certo. “A nossa querida Sônia Bramatti, que nos deixou recentemente, foi quem fez o elo entre nós e o comprador. Em duas reuniões presenciais, uma com o comprador e outra com o corpo jurídico dele, selamos o negócio. Daí pra frente foi minutar as escrituras e coletar as assinaturas. Depois, levamos 4 meses para sacramentar tudo, entregando as certidões, finalizando os pagamentos e selando o negócio com as matrículas livres, com a cláusula resolutiva baixada, em nome do comprador, 100% resolvido”.
Um imóvel único, um negócio gigante
O que convenceu esse comprador? A Forthe conseguiu mostrar o valor daquele imóvel, não preço. Ele não era apenas “mais um prédio”, mas um ativo único na Avenida Brasil, com frente para duas ruas, altíssimo potencial de valorização e uma história forte na cidade. É o que chamamos de mosca branca, dificilmente se encontra e quando aparece, a oportunidade não pode ser perdida.
O tempo confirmou isso. Hoje, a expectativa é que o imóvel tenha um valor de mercado de 50% a 70% acima do valor pago, o que prova que o negócio foi muito bem desenhado.
Não foi uma venda rápida. Foi uma venda bem feita
Após a efetivação da venda, a sensação passou a ser de que valeu cada reunião, cada telefonema e cada conversa delicada com a família e com os advogados.
Esse case de sucesso mostra, na prática, o que a Forthe Imobiliária faz de melhor: transformar negócios complexos em histórias reais de solução, segurança e valor para todas as partes envolvidas.
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